Brasil

Em Brasília, 48 horas

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

“Caramba!”

Juro que essa foi a primeira expressão que passou pela minha cabeça quando entrei no Eixo Monumental de Brasília, que, para quem não conhece, é o corpo do avião que dá forma à principal área da cidade, o Plano Piloto. Até aquele momento, nunca tinha imaginado que a capital federal pudesse ser tão bonita. Para melhorar ainda mais a primeira impressão, era noite e tudo estava maravilhosamente iluminado, o que fazia com que meu queixo caísse cada vez mais à medida em que passava por aquela avenida gigantesca, com prédios cheios de curvas e espelhos de água.

A Catedral e São Lucas

No dia seguinte, enquanto fazia um city tour rápido com meus tios antes do início das festanças familiares previstas para o fim de semana, fiquei tentando descobrir o que conseguia deixar tão agradável e leve aquela região quente, seca, com poucas árvores e com terra vermelha para todos os lados. E olhando para as avenidas largas e as áreas abertas, enormes, com espaços entre os prédios e com muito céu para ser olhado, descobri: Brasília parece um imenso parque.

O Eixo Monumental e o céu azulzíssimo

Pena que seja impossível pensar em Brasília sem lembrar de política. E pensar em política no Brasil é péssimo, pelo menos para mim. Praticamente todas as atrações da cidade, por mais lindas que sejam no assunto arquitetura, têm alguma ligação com nossos governantes, o que tornava inevitável torcer o nariz. Não conseguia olhar para o Congresso sem lembrar de tudo que acontece ali dentro. Nem para o Palácio do Planalto, para a Esplanada dos Ministérios, para a Praça dos Três Poderes ou para o Palácio da Alvorada.

O Palácio do Planalto em reformas. Pena que sejam só reformas arquitetônicas

A Justiça e o segurança

Recado pro Lula

Também me causou estranhamento a veneração à família Kubitschek em todos os cantos da cidade. É hospital, parque, aeroporto, avenida, ponte de milhões de reais, memorial… Me senti como no Vietnã, onde tudo tinha o nome de Ho Chi Minh, o político-santo local. Tudo bem que JK foi um presidente importante e coisa e tal. Mas em se tratando de Brasil, sei lá, tenho os dois pés atrás com qualquer político.

JK abençoando a cidade

Para quem quiser passar um fim de semana na cidade (o que eu recomendo muito) uma dica: não esqueça de alugar um carro. As mesmas áreas abertas que fazem a cidade parecer um parque jogam contra quem precisa caminhar.

Brasil

Campanha por wi-fi gratuito em hotéis

Ultimamente tenho viajado com certa frequência para São Paulo a trabalho. Como geralmente eu preciso usar a internet nos hotéis por lá, acabei conhecendo uma prática do mercado que achei bizarra: a cobrança pelo acesso à web.

No Mercure, por exemplo, a rede de hotéis na qual fico nestas viagens, 24 horas de acesso à internet por cabo ou wi-fi custam absurdos 12 reais.

Na primeira vez que vi isso, me lembrei de um post em que Ricardo Freire traduziu um artigo de Jeremiah Owyang dizendo que cobrar por acesso à internet é como cobrar pela energia elétrica. Concordo muito. É incrível que empresas grandes como estas redes hoteleiras não tenham percebido que acessar a internet não é mais um capricho, é uma necessidade. Cobrar por acesso a ela é completamente absurdo.

Mais incrível ainda é pensar que a maioria dos hotéis baratésimos onde me hospedei na viagem de 2008 ofereciam internet gratuita aos hóspedes. Até mesmo o hotel mais bagaceiro do Vietnã, que me cobrou nada mais que 15 dólares por um quarto de casal com ar-condicionado e banheiro privativo, tinha seu computador à disposição dos clientes.

Por isso, entrei na campanha lançada pelo blog Lady Rasta: na medida do possível, só ficarei hospedado em hotéis que ofereçam wi-fi de graça. Ou que tenham, no mínimo, computadores disponíveis no lobby ou em outro lugar.

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Entre nessa campanha também. Espalhe o selo por aí.

A propósito, hoje embarco para Brasília, onde passarei o fim de semana. Mesmo que não conheça nada da cidade, não vou com a intenção de fazer turismo. Mas se rolar de visitar algum lugar e fazer algumas fotos, postarei aqui.

Alemanha

Tá lá, é gol

Parece que demorou, mas na verdade foi até bem rápido, em comparação com as outras: já está no mapa do O Que Eu Fiz nas Férias a exclamação que leva para a viagem entre a República Tcheca, Berlim e Amsterdã.

Vai dar uma olhada  lá, vai. E vê se viaja também.

Sem categoria

Atualizações

Agora que esse site/blog está começando a ganhar leitores, me sinto mais na obrigação de dar uma satisfação quando passo muito tempo sem escrever algo. Então lá vai:

Povo, tenho dedicado 90% das minhas horas de lazer para colocar logo no ar a viagem para República Tcheca, Berlim e Amstersdã. Estou quase conseguindo, tá quase tudo pronto, mas ainda não deu. Assim que der, espero ter mais tempo para atualizar essa chalaça.

Fora isso, meu tempo de trabalho tem crescido nos últimos dias, deixando ainda menos tempo livre para escrever posts. Espero resolver isso logo também.

Tá?

Por enquanto, fiquem com essa bela foto do Relógio Astronômico de Praga como ilustração clichê da minha falta de tempo. (Foto: Bobesh)

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República Tcheca

Mais sobre o Baby Vac

Lembra do Baby Vac, o limpador de ranho que é ligado no aspirador de pó e usado pelos tchecos em bebês?

Neste fim de semana coloquei o termo no Google e fiz várias descobertas. Uma delas foi que o produto existe há muito tempo e em vários países, e era ofertado até em programas de vendas na tv. Mais popular que o Lula, portanto.

Mas a melhor descoberta foi esse vídeo explicativo, em húngaro. Dá uma olhada na produção.

Sério, tá na hora do “zeroonze-quatorze-zeromeia” trazer isso pro Brasil. Eu comprarei.

Brasil

Colômbia sem carimbos

Rosane Tremea, do Recortes de Viagem, dá a dica para os brasileiros:

“Para ir à COLÔMBIA, não são mais exigidos passaporte ou atestado de vacina contra febre amarela. Agora, basta um documento de identidade. O mesmo vale para colombianos que queiram visitar o Brasil. A ideia é incrementar o turismo entre os dois países.”

Legal, ótimo. Mas eu não vou perder a chance de ganhar um carimbo quando for pra lá.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

A próxima viagem

Quando resolvi colocar um blog dentro do O Que Eu Fiz nas Férias, tinha na cabeça que ele abordaria apenas os preparativos para viagem que eu estivesse planejando: a escolha do destino, a busca por passagens, hotéis, coisa e tal. Porém, contudo, entretanto, as férias de 2009 eram bem diferentes das outras. Eu iria para lugares já conhecidos, estaria hospedado na casa de amigos e, portanto, não precisava me planejar tanto quanto o normal. Acabou que aos poucos fui abrindo espaço para outros assuntos e o O Que Eu Fiz nas Férias se tornou o que eu enxergo hoje: um blog sobre viagens.

A partir de agora, a coisa deve mudar um pouco. As próximas férias (2010? 2011?) não serão em lugares já conquistados. Terei que rebolar como rebolei na viagem para a Indochina e, com isso, terei mais assuntos ligados ao objetivo inicial deste espaço. Não deixarei de escrever sobre o que achar interessante e que estiver relacionado ao assunto “viagem”, mas pretendo mostrar mais a preparação da aventura. Afinal, meus amigos continuam me perguntando “Como você compra as passagens?”, “Por que você escolheu ir pra lá?”, “Você mesmo reserva o hotel” e eu acho legal responder essas perguntas.

Bueno, allons-y.

O primeiro passo na preparação de uma viagem é o mais óbvio do mundo: escolher o destino. Às vezes é fácil, mas pra mim nunca é. Tenho uma lista enorme de lugares para onde quero ir logo, mas como não tenho tempo nem dinheiro para ir a todos, decidir qual deles será o felizardo é tarefa árdua.

A próxima viagem, por exemplo, tem 4 destinos disputando a finalíssima. Eles foram escolhidos por vontade, por preços e por afinidade com os desejos da minha companheira de viagem. Se eu fosse rico e tivesse que decidir sozinho, estaria entre ir para a Antártida ou para a Coréia do Norte. Mas estes são caríssimos e não fazem muito a cabeça da minha mulher. Então, descartados, ficamos com os que cabem nos nossos bolsos e que nos atraem ao mesmo tempo.

Se quero muito ir para todos os finalistas, como vou decidir? Simples: pelos custos de cada um. Em uma análise superficial, os preços dos 4 são bem diferentes. Dois são caros (mas, a princípio, não são impossíveis), um é mais ou menos e outro é barato.

Aí começa a primeira etapa: a pesquisa inicial de preços de passagens, tours, custos diários e hotéis, os cálculos para saber em quanto tempo conseguirei juntar o montante de verdinhas necessário para cada um deles e a análise da melhor época para ir. Isso se faz conversando com um agente de viagens e com viajantes que já foram para os lugares, ligando para as companhias aéreas, lendo sites de guias de viagem (como o Lonely Planet, por exemplo), pesquisando no Google, et cétera. No fim do estudo, deve sair o campeão.

Vou escrever sobre cada um dos destinos finalistas aos poucos. Não, não vou dar a barbada de dizer quais são assim de uma vez só. É maldade, eu sei, mas é mais gostoso.

Em breve, aparecerei aqui com o primeiro. Stay tuned.

Alemanha

Errata alemã

Na vontade de colocar logo no ar o post sobre a viagem para Berlim, acabei me enganando no nome do hotel onde fiquei e também no nome de uma das companhias de ônibus. Vi isso ontem à noite e já corrigi.

Se você usou as informações para programar sua viagem, deve estar meio perdidão. Então vai lá e vê de novo.

Desculpa aí.

Amsterdã

Back home

amsterda

Amsterdã foi perfeita. Depois de uma primeira tarde de nuvens e frio, vieram 4 dias de sol e calor daqueles de usar protetor para não se queimar. Fiquei o período todo me perguntando porque demorei tanto para incluir a cidade nos meus roteiros. Até pilotei barco pelo Amstel, um dia depois de pedalar 20 km no outro lado do rio IJ conhecendo a Amsterdã rural, com cheiro de bosta de vaca e paisagens bucólicas.

De volta ao Brasil, colocarei a vida em dia (faz quase um mês que não checo meu saldo no banco) e voltarei aqui para mais detalhes sobre a cidade mais divertida da Holanda e com as dicas completas sobre a viagem inteira.

Ah, claro: e também com os planos para a próxima viagem. Porque, afinal, é pra isso que eu vivo.