França
Turismo estranho
Tem gente que acha estranho, tem gente que acha uma loucura e tem gente que acha sensacional e faz a mesma coisa. A verdade é que o turismo funerário existe, e eu sou um grande adepto dele.

Adoro visitar cemitérios nos lugares onde vou. Claro que não faço questão de ir em qualquer cemitério. Tem que ter pelo menos uma destas 3 características: ser um lugar bonito, ter algum valor histórico/cultural e, principalmente, ter moradores ilustres. Seguindo estes pré-requisitos, já visitei vários pelo mundo. Em Buenos Aires, obviamente já dei uma passeada pelo da Recoleta. Em Praga, sempre levava meus amigos para conhecerem o de Visehrad, onde está enterrado Dvorak, onde a cidade começou e de onde se tem uma vista maravilhosa do castelo e do Vltava.
Em Paris, já na primeira vez que fui, fiz questão de passar um bom tempo visitando o Père Lachaise, talvez o cemitério mais famoso do mundo, onde estão enterrados Edith Piaf, Jim Morrison, Chopin, entre outras figuras que fizeram história. Também não deixei de ir nas catacumbas parisienses, uma experiência claustrofóbica, mas muito boa. E nesta última parada na capital francesa, em 2008, aproveitei para conhecer o cemitério de Montparnasse, onde tirei muitas fotos de um dos meus ídolos, o genial Serge Gainsbourg, que teria completado 81 anos ontem, se ainda fosse vivo.


Admito que visitar cemitérios pode parecer bizarro, mas tente fazer isso na sua próxima viagem. Escolha um lugar bem bonito, ou um onde esteja enterrado alguém que é importante para você. Garanto que não tem como se arrepender. Se não fosse assim, não apareceriam mais de um milhão de fotos no Flickr com o tag cemetery. Não sou só eu que gosto de visitar túmulos.
- Gabriel Prehn Britto

