República Tcheca

Para viajar mesmo

Essa é sensacional para que gosta de experiências novas.

Segundo informação do Boing Boing, a companhia aerea Virgin America passará a oferecer, em breve, nada menos que absinto nos seus voos. Sim, absinto, a bebida mais cool da história.

Numa boa, absinto é uma merda. Tá certo que só experimentei a bebida em Czech-style (pura, tomada de um gole só, com um pouco de açúcar derretido e misturado), mas garanto que a sensação de ter o peito queimando por dentro e a falta de ar que se segue não dá prazer algum. Alucinações? Creio que eu teria que repetir o ritual algumas vezes, mas não me disponho a isso, desculpe.

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De qualquer maneira, certamente vai ter uma galera querendo ver o barato que dá beber algo tão mítico e forte sob as condições adversas de um voo. E bem ou mal, a Virgin mostra mais uma vez por que é uma companhia completamente diferente das outras.

Enquanto isso, no Brasil, o único alucinógeno que temos nos aviões são aquelas barrinhas de cereal.

Amsterdã

As Maravilhas do “Mundo Flickr”

Um povo da Cornell University, em Nova York, fez um levantamento das cidades e dos monumentos mais fotografados e postados no Flickr. Foram 35 milhões de imagens analisadas (haja saco, hein?) e o resultado foi interessante.

O título de mais enquadrada ficou com Nova York. Paris, apesar de ser a cidade mais visitada e a capital do país mais visitado do mundo, amargou apenas um 4º lugar na lista, atrás ainda de Londres e São Francisco. O ranking segue com Los Angeles, Chicago, Washington, Seattle, Roma, Amsterdã, Boston, Barcelona, San Diego, Berlim, Las Vegas, Florença, Toronto, Milão,Vancouver, Madri, Veneza, Filadélfia, Austin, Dublin e Portland. O resto eu não sei.

Londres não é a cidade mais fotografada do “Mundo Flickr”. Em compensação, é lá que estão 4 dos 7 monumentos mais registrados: Torre Eiffel, Trafalgar Square, Tate Modern, Big Ben, Catedral de Notre Dame, London Eye e Empire State.

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Já dentro de Nova York, o quinto monumento mais admirado é uma prova de que o Steve Jobs é fodão: a colocação ficou com nada menos que a Apple Store. É isso aí. Não se contentando em ter os computadores mais lindos do planeta, a empresa ainda tem a 5ª atração mais admirada na Big Apple. Não é pouca merda, hein?

Primeira conclusão própria e intransferível: não tenho dados sobre isso, mas me pareceu que o Flickr é mais utilizado por americanos. Só isso para explicar a presença de tantas cidades do país nesse ranking. Veja bem: Austin está lá. Nunca estive na capital texana, mas me pergunto o que ela tem de tão sensacional para marcar essa presença toda.

Segunda conclusão pessoal e intransferível: as 7 Maravilhas do Mundo Flickr são decepcionantes. London Eye? Parece que o pessoal anda viajando pouco pra fotografar tanto uma roda gigante.

Terceira conclusão pessoal e intransferível: os parisienes devem estar putos. Perder para NY, para os londrinos e para São Francisco? Quelle merde!

Quem quiser ver a pesquisa inteira pode clicar aqui e baixar o pdf.

Israel

Sem conexão na Europa

Bela notícia para quem pretende ir para o Oriente Médio:

“Aérea inaugura vôo direto entre Brasil e Israel

A aérea israelense El Al inaugura no próximo domingo seu primeiro vôo direto entre o Brasil e Israel. O vôo está programado para partir às 19h15 e fará a rota São Paulo (Cumbica)-Tel Aviv. A previsão da empresa é de três freqüências semanais (domingo, terça-feira e quinta-feira) e a viagem deve durar 14 horas e meia.

Atualmente, segundo a empresa, atualmente para ir do Brasil a Israel é necessário fazer vôos com escala na Europa. Como destaque em seu serviço de bordo, a El Al aponta o cardápio, com pratos típicos israelenses e mediterrâneos.

Segundo a aérea, os vôos entre Brasil e Israel da companhia terão preços a partir de US$ 999 com tarifas de embarque incluída (aproximadamente R$ 2,2 mil) e serão realizados pela aeronave modelo Boeing 777-200, com capacidade para 270 passageiros, sendo 12 na primeira classe, 35 na classe executiva e 232 na econômica”

Informações do Terra.

Coreia do Norte

Quase uma União Soviética

Aqui está outro país que eu cobiço muito: Coreia do Norte. Uma das nações mais fechadas do mundo, onde ainda se vive como se vivia na União Soviética.

Quando digo a amigos que quero muito ir para lá em algum período de férias, a maioria me acha um louco (nem minha mulher quer ir comigo nessa viagem). Eles não entenderam que viajar, para mim, não é apenas ir para lugares bonitos e paradisíacos. Viajar é conhecer culturas diferentes, rotinas diferentes. E quer coisa mais diferente do que um país que ainda vive sob um regime stalinista? Tá certo que é possível ir para antigas nações soviéticas para ver o clima que sobrou da época em que os russos comandavam meio mundo. Mas não e a mesma coisa que viver isso ao vivo, ainda que a vida de um turista, por mais vigiada que seja por lá, seja completamente diferente da vida da população.

As fotos da galeria abaixo estão no Big Picture (via NSM) e não foram tiradas dentro da Coreia do Norte, mas na fronteira entre o país e a China.

Fala a verdade: não parece coisa dos anos 80? Não é sensacional?

Sem categoria

Roupas com história

O programa It MTV do último fim de semana (ou uma reprise dele, sei lá) mostrou um vendedor de rua de Nova York com um produto que achei sensacional: roupas com história. Perdi o início da matéria, mas deu pra sacar que a coisa funciona mais ou menos assim: o cara compra roupas usadas diretamente dos seus donos e procura saber o que elas têm de especial, o que a pessoa fez com ela, coisa e tal. Daí, usa todo esse histórico como atrativo para as peças, cobrando preços muito altos, na casa das centenas de dólares. Tinha uma camiseta, por exemplo, que cruzou os EUA de moto com o seu dono. Sim, a primeira impressão é de que deve ser algo podre e fedido, mas é uma camiseta comum, lavadinha e com alguns furos, só que com uma puta história por trás. Logo me lembrei de algo que tenho guardado e que também tem muita história pra contar, mas que eu só venderia por uma bela grana:

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São essas botas que comprei por volta de 1997 e que usei praticamente todos os dias quando morava em Praga e viajava pela Europa. Apesar de ainda estarem inteiras, hoje elas estão aposentadas por bons serviços prestados, guardadinhas no meu armário como um souvenir da minha vida. Com essas belezinhas, pisei em Londres, Paris, Lisboa, várias cidades do interior da República Tcheca e de Portugal, Cracóvia, Auschwitz, Viena, Berlim e Budapeste. Em 2004, ainda fui com elas para o interior da França, como uma última viagem antes do descanso merecido das guerreiras.

Hoje, meu companheiro de batalhas é esse par de tênis aqui.

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Com ele, estive nos desertos do Atacama e do Saara, viajei pelo Marrocos e pela Espanha e, no ano passado, não tirei dos meus pés no Camboja, no Vietnã, no Laos e em Bangcoc. Ele já merece ser guardado com carinho ao lado das botas, mas ainda tem muito a oferecer e vai fazer mais algumas voltas antes de ser substituído por um novo guerreiro.

A propósito: nenhum deles, as botas ou os tênis, têm chulé, ok? Eu cuido das minhas lembranças.

Burocracia

Malditos burocratas

Neurótico do jeito que sou e com o pavor que tenho de cruzar fronteiras de países metidos a besta e ter minhas férias interrompidas por um borra-botas qualquer que se acha Deus só por usar um uniforme, ver essa matéria aqui a 10 dias de embarcar para a Europa me deixou cabreiro:

No Ano da França no Brasil, o país europeu está barrando mais brasileiros que no ano passado, revelam números do próprio Consulado Geral da França em São Paulo.

O principal motivo dos impedimentos é, segundo o consulado francês, a falta de documentação completa para entrar lá. Parece que a brasileirada está tentando fazer turismo sem levar nem ao menos um seguro saúde. Tudo bem, eu sempre levo seguro, cartão de crédito e o escambau. O problema é que, no meio da matéria, um parágrafo diz:

“Para quem se hospeda na casa de amigos, exige-se que os anfitriões registrem carta-convite na prefeitura local e a enviem ao Brasil pelo correio.”

Daí é foda. A cônsul tcheca me escreve dizendo que eu só preciso de um e-mail. Então vêm os franceses repetirem o que todos os outros dizem: é necessário ter a tal carta-convite registrada.

Ainda não decidi o que vou fazer, se vou arriscar embarcar só com o e-mail do meu amigo tcheco ou se vou fazer uma reserva fake em algum hotel de Praga. O certo é que eu odeio esses burocratas com todas as minhas forças.

Amsterdã

A Holanda. Quer dizer, os Países Baixos

Tenho sido negligente com a Holanda neste blog. Apesar de Amsterdã ser um dos dois destinos básicos da próxima viagem, praticamente não escrevi nada sobre a cidade, nem sobre o país. Então, para tentar me redimir um pouco, vamos a origem do nome Holanda, segundo o meu livro sobre o assunto.

Em primeiro lugar, não é correto chamar a Holanda de Holanda. O nome na língua local, Nederlanden, significa, “terra baixa”, já que o país é muito plano e 1/4 dele está abaixo do nível do mar. É daí que vem, obviamente, o nome correto: “Países Baixos”.

Originalmente, os países baixos eram constituídos também pela Bélgica, por Luxemburgo e por uma parte do norte da França, mas com a cacetada de guerras que sempre dividiram e redividiram a Europa, isso virou um detalhe na História e a Holanda pegou para ela o “Países Baixos”. Ou melhor, os Países Baixos pegaram para eles a denominação Países Baixos. Ah, que confusão do cacete!

Bem, enfim, a denominação Holanda só está presente em duas das 12 províncias europeias que fazem parte dos Países Baixos: a Holanda do Norte e a Holanda do Sul. Aliás, Holanda significa, na língua local (que a esta altura eu já nem sei mais como chamar), “terra das madeiras”. Uma das prováveis causas da disseminação do nome “Holanda” para o mundo foi o fato de que muitos navios partiam dos dois territórios que carregam a denominação. Logo, o pessoal relacionou a região com o nome que aparecia nas embarcações.

Além das 12 províncias européias, o Reino dos Países Baixos (sim, eles são uma monarquia), também é composto pelas Antilhas Holandesas (Curaçao, Bonaire, San Eustaquio, Saba e San Martin) e por Aruba, ainda que essa seja autônoma desde janeiro de 1986.

Asia

Arte islâmica pela web

Dica para quem também é tarado pelo assunto: exposição permanente de arte islâmica do Museum With No Frontiers.

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Não é a mesma coisa que ver ao vivo, claro, mas é o suficiente para acender a vontade de viajar pelo Oriente Médio.

Brasil

Trazer lembranças e ser lembrado

Eu sei que tem louco para tudo nesse mundo. Mesmo assim, deve ser difícil encontrar alguém que afirme, com toda a sinceridade e em sã consciência, que viajar não é algo bom. Sair da paisagem do dia a dia, mesmo que para apenas alguns quilômetros de casa, por si só já faz bem. Viajar para longe, então, tem tantas consequências maravilhosas que eu poderia escrever aqui por horas. Entrar em contato com novas culturas, viver experiências e realidades diferentes e ver de perto lugares maravilhosos são apenas as mais óbvias. Entre as menos óbvias está uma que eu adoro: viajar significa que, mais cedo ou mais tarde, você vai ter uma bela coleção de objetos trazidos dos lugares onde esteve.

Dia desses, por exemplo, vi o Zeca Camargo mostrando, em alguma revista, a sua coleção de lembranças do mundo. A casa do meu avô (a quem tenho certeza de que devo o meu vício por carimbos em passaportes) é um pequeno museu das viagens dele, com objetos de muitos cantos do planeta. Fico imaginando como são as casas de apresentadores de programas de viagem e dos criadores do Lonely Planet. Devem ser atrolhadas de bugigangas.

A minha coleção já tem um bom tamanho. Às vezes paro na minha sala e fico olhando ao redor, pensando de onde é cada objeto exposto ali, viajando de novo a cada lembrança. Mas além de me fazer viver novamente as aventuras, ter uma coleção de souvenires tem outra consequência que faz um bem danado para o dono: ver os amigos trazendo lembranças para aumentá-la a cada viagem que fazem, seja para contribuir com ela, seja para estimular você a também ir para o lugar onde eles foram.

Na segunda-feira passada, tive o prazer de ganhar novos integrantes para a minha coleção, trazidos diretamente da Amazônia (mais precisamente de Belém do Pará) por um amigão que fez questão de dar um toque brasileiro a ela. São essas belezinhas aqui embaixo.

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O primeiro é urna funerária marajoara lindíssima, que ficou ainda mais bela ao lado da minha coleção de budas e miniaturas de Guerreiros de Xi’An (aliás, estes últimos foram presente da amiga que visitarei dentro de duas semanas, em Praga). O segundo é uma cuia, marajoara também, que serve para tomar tacacá e que, em breve, estará pendurada em alguma parede da minha sala.

Ser lembrado nas viagens dos amigos é o mais próximo que se pode chegar da felicidade de viajar.

Asia

A primeira de muitas

Nem acreditei quando Tutu Lombardi, editora da revista 180 Graus, me ligou para me pedir uma matéria de viagem. Isso era setembro de 2008 e ela queria uma matéria sobre Hanói e a Baía de Halong, no Vietnã, para publicar na edição de fevereiro/março de 2009. Não lembro que dia da semana era, mas esperei ansioso pelo sábado e pelo domingo, para poder escrever com calma. Tudo tinha que caber em 6 mil toques. Fiz uma vez, cortei partes, fiz de novo, cortei mais, refiz o início, fui cortando, cortando, cortando, até que cheguei num resultado que me agradava. Mandei para a Tutu morrendo de medo, afinal eu passei os últimos 13 anos escrevendo textos publicitários, não jornalísticos. Em seguida ela me respondeu dizendo que tava tudo ótimo. Feliz pra caramba, escolhi vinte fotos para que ela decidisse quais usar. E comecei a esperar.

Nesta semana, finalmente chegou o meu exemplar. A edição fev/mar acabou virando mar/abr. Na capa, Os Gêmeos. No interior, matérias sobre Austrália, Suíça, Irã e… a minha, com direito a perfil na página dedicada ao staff da revista. A primeira vez que abri, quase tive um treco: um fotão tirado na primeira caverna que passei em Halong, de um total de seis páginas só para minhas fotos! Caralho! Claro que a Tutu deu uma retocada em alguns pontos do texto, até porque ela também já foi pra lá e queria acrescentar um pouco da experiência própria. Mas foi quase nada, o que me deixou tão feliz quanto no dia em que ela me ligou.

Apesar da minha tosquice na hora de escanear e juntar duas imagens, fiz o que pude e coloquei aqui os arquivos reduzidos, para quem quiser dar uma olhada rápida. Já quem quiser ler a matéria pode baixar tudo em tamanho XXG: Páginas 1 e 2, Páginas 3 e 4 e Páginas 5 e 6.

paginas1 e 2

paginas 3 e 4

Páginas 5 e 6

Não ficou lindona? Espero que seja apenas a primeira de muitas matérias do tipo.

P.S. Obrigado, Tutu.