› 15 de outubro de 2008

Hotéis

O Conselheiro de Viagem

Viajar é sensacional. Mas preparar uma viagem dá uma trabalheira tão desgraçada que às vezes parece que vai ser preciso tirar férias da preparação para as férias. E entre todas as tarefas que essa preparação exige, reservar hotéis é uma das mais cansativas - pelo menos para quem gosta de fazer as coisas pessoalmente e usa o mínimo possível a sua agência de viagens, o que é o meu caso. A quantidade de hotéis, pousadas, B&Bs, albergues e quartinhos que aparecem um uma mísera pesquisada no Google é gigantesca. Se você não estiver embarcando para um lugar perdido no mundo (coisa cada vez mais rara de se encontrar), pode se preparar para ter que vasculhar entre dezenas, centenas ou até milhares de ofertas. Como se isso não bastasse, cada uma se diz melhor que a outra (óbvio, dã!) e sempre fica aquele medo de estar entrando em uma belíssima roubada.

Para amenizar essa tarefa ingrata para meus queridos leitores, resolvi escrever sobre um site que descobri há um tempo e que foi uma mão na roda na hora de escolher os lugares onde fiquei na viagem para a Indochina: o adorável Trip Advisor.

O que é esse bichinho? Exatamente o que o nome dele diz: é um “conselheiro de viagem”, repleto de opiniões de viajantes sobre hotéis, restaurantes, destinos, atrações turísticas e muito mais, com direito a fotos escondidas (bem mais reveladoras do que as colocadas nos sites dos lugares). Tudo, aparentemente, real e confiável, já que todas as opiniões são submetidas a uma análise para verificar se não existe alguma falcatrua. Colocar uma opinião sobre um hotel que ainda não foi avaliado por ninguém requer uma dose de paciência e vontade, porque muitas perguntas são feitas para que se possa verificar se o hotel existe mesmo. E nada vai para o ar logo depois do clique do viajante. As opiniões levam um tempo para serem analisadas e só depois são publicadas.

Minha rotina no monte de finais de semana que passei escolhendo hotéis no Vietnã, no Camboja, no Laos e na Tailândia era procurar indicações nos meus guias e no Google, visitar o site de cada um que se encaixava na minha faixa de preços pagáveis, verificar a opinião de clientes no Trip Advisor e só então entrar em contato para confirmar valores e fazer as reservas. O resultado foi muito bom: dos 8 hotéis que escolhi na viagem, apenas um foi decepcionante e pelo menos 3 eram sensacionais, com preços que não passaram de 30 dólares por noite, por quarto (veja as fotos deles abaixo).

Não sei como o Trip Advisor se sai em viagens por outros lugares do mundo. Testei a criança rapidamente num plano (frustrado) de passar alguns dias na Patagônia argentina no fim de 2008, e funcionou muito bem. Só sei que pelas bandas asiáticas e pelo Marrocos ele é tão respeitado que hotéis bem qualificados chegam a divulgar o link da página onde as pessoas opinam sobre os seus estabelecimentos.

Para visitar a página com as dicas que eu publiquei no Trip Advisor, clique aqui, ó. Tem até um joguinho legal que testa o “QI Viajante” das pessoas. O meu deu 145, mas essa brincadeira é assunto para outro post.

- Gabriel Prehn Britto

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