República Tcheca

Petřín

Pronuncia-se petr-jin, por causa do háček, esse acentinho circunflexo virado de cabeça para baixo e que pode ser colocado em cima do R, do E, do C, do N e talvez de mais algumas letras que eu não lembro agora.

Um dos maiores parques da capital tcheca, que toma conta do morro à esquerda do castelo, com caminhos tortuosos e árvores sensacionais. O lugar perfeito para caminhar por muito tempo, babando horrores na vista fantástica que se tem de lá. Não importa a estação, passear pelo Petřín é a certeza de um programa calmo, diferente e bonito. No verão, mesmo com o calor pegando forte, é ótimo subir o morro calmamente, embaixo das árvores, e brindar a vista com uma cervejinha no bar que fica lá em cima. No outono, com todas aquelas árvores de folhas marrons, que pintam o chão com a mesma cor, é igualmente fantástico e rende uma montanha de fotos. E no inverno, apesar de ser bem mais difícil passear por ali por causa da neve, a vista de Praga coberta de branco é indescritível, sem falar na diversão que é ver a horda de crianças deslizando lomba abaixo com suas cadeirinhas (como se chamam elas mesmo?).

Minha atenção pelo Petřín surgiu antes da minha primeira visita a Praga, quando eu li A Insustentável Leveza do Ser. Determinado trecho da história se passa ali e, desde que li a descrição do lugar, fiquei louco para conhecer aquele cenário.

Para coroar uma visita ao parque, nada melhor que subir a Observation Tower, a bizarra imitação da torre Eiffel que fica no alto do morro. Sim, a torre é bizarra, mas a vista de lá é inigualável. Suficientemente perfeita para ser incluída em qualquer roteiro pela cidade. Pena que muitos turistas não façam isso.

UPDATE: Clique aqui e dê uma olhada no Flickr para ver a quantidade de fotos sensacionais de lá.

República Tcheca

Re-refazendo o orçamento das férias

Logo ali embaixo, escrevi que a previsão do Banco Central para o dólar no fim deste ano era R$ 1,85.

Não é mais: acabou de mudar para R$ 1,90.

In God we trust?

Hotéis

O Conselheiro de Viagem

Viajar é sensacional. Mas preparar uma viagem dá uma trabalheira tão desgraçada que às vezes parece que vai ser preciso tirar férias da preparação para as férias. E entre todas as tarefas que essa preparação exige, reservar hotéis é uma das mais cansativas - pelo menos para quem gosta de fazer as coisas pessoalmente e usa o mínimo possível a sua agência de viagens, o que é o meu caso. A quantidade de hotéis, pousadas, B&Bs, albergues e quartinhos que aparecem um uma mísera pesquisada no Google é gigantesca. Se você não estiver embarcando para um lugar perdido no mundo (coisa cada vez mais rara de se encontrar), pode se preparar para ter que vasculhar entre dezenas, centenas ou até milhares de ofertas. Como se isso não bastasse, cada uma se diz melhor que a outra (óbvio, dã!) e sempre fica aquele medo de estar entrando em uma belíssima roubada.

Para amenizar essa tarefa ingrata para meus queridos leitores, resolvi escrever sobre um site que descobri há um tempo e que foi uma mão na roda na hora de escolher os lugares onde fiquei na viagem para a Indochina: o adorável Trip Advisor.

O que é esse bichinho? Exatamente o que o nome dele diz: é um “conselheiro de viagem”, repleto de opiniões de viajantes sobre hotéis, restaurantes, destinos, atrações turísticas e muito mais, com direito a fotos escondidas (bem mais reveladoras do que as colocadas nos sites dos lugares). Tudo, aparentemente, real e confiável, já que todas as opiniões são submetidas a uma análise para verificar se não existe alguma falcatrua. Colocar uma opinião sobre um hotel que ainda não foi avaliado por ninguém requer uma dose de paciência e vontade, porque muitas perguntas são feitas para que se possa verificar se o hotel existe mesmo. E nada vai para o ar logo depois do clique do viajante. As opiniões levam um tempo para serem analisadas e só depois são publicadas.

Minha rotina no monte de finais de semana que passei escolhendo hotéis no Vietnã, no Camboja, no Laos e na Tailândia era procurar indicações nos meus guias e no Google, visitar o site de cada um que se encaixava na minha faixa de preços pagáveis, verificar a opinião de clientes no Trip Advisor e só então entrar em contato para confirmar valores e fazer as reservas. O resultado foi muito bom: dos 8 hotéis que escolhi na viagem, apenas um foi decepcionante e pelo menos 3 eram sensacionais, com preços que não passaram de 30 dólares por noite, por quarto (veja as fotos deles abaixo).

Não sei como o Trip Advisor se sai em viagens por outros lugares do mundo. Testei a criança rapidamente num plano (frustrado) de passar alguns dias na Patagônia argentina no fim de 2008, e funcionou muito bem. Só sei que pelas bandas asiáticas e pelo Marrocos ele é tão respeitado que hotéis bem qualificados chegam a divulgar o link da página onde as pessoas opinam sobre os seus estabelecimentos.

Para visitar a página com as dicas que eu publiquei no Trip Advisor, clique aqui, ó. Tem até um joguinho legal que testa o “QI Viajante” das pessoas. O meu deu 145, mas essa brincadeira é assunto para outro post.

República Tcheca

Refazendo o orçamento das férias

Para alívio dos viajantes em geral, a previsão do Banco Central do Brasil para o valor do dólar no fim de 2008 é R$ 1,85. Não devemos mais chegar ao maravilhoso patamar próximo de R$ 1,60, como tínhamos antes da crise explodir. Mas é um excelente valor perto do que chegou na semana passada.

Como dizem as verdinhas norte-americanas: in God we trust.

República Tcheca

Poloneses e Argentinos

Uma das duas leitoras deste blog, e a única que mora na República Tcheca, leu o post Tchéc Repâblic e resolveu aproveitar que vive lá para descobrir de onde veio aquele CZ bizarro no nome inglês do país. Depois de uma longa troca de e-mails repletos de teorias da conspiração, ela chegou ao que parece ser uma explicação lógica ou pelo menos a mais acreditável, já veio de alguém que entende de inglês: um britânico que é professor da língua e tem uma escola na Inglaterra.

Segundo o teacher, o CZ é herança da forma como os imigrantes poloneses escreviam o nome do país, que acabou sendo incorporada pelos anglófonos.

A ironia na história é imaginar que o nome pelo qual os tchecos são conhecidos no mundo todo (Czechs e Czech Republic) nasceu na Polônia. Trazendo para a América do Sul e forçando um pouco a tanga, é mais ou menos como se o Brazil com Z tivesse sido invenção dos argentinos.

Sem categoria

Eu gostaria de ser esse cara