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Maravilhas do Mundo STB e Bazkaria - Camboja, Vietnã e Laos

O QUÊ: eu falando e mostrando fotos do Camboja, do Vietnã e do Laos
QUANDO: dia 6 de outubro, segunda-feira, às 19h30
ONDE: na Bazkaria, ali na esquina da Comendador Caminha com o Parcão

Reserva lá o teu lugar (3346 1088) porque, se Buda quiser e meus amigos ajudarem, vai faltar espaço.

República Tcheca

Depois de 4 cervejas, eu aprendo a falar tcheco - 1

Depois do momento fashion abaixo, nada melhor que iniciar uma série de momentos Homer Simpson. Então, é hora de dar início aos muitos posts sobre o que a República Tcheca tem de melhor (depois das loiras depiladas): as cervejas.

Ir para a República Tcheca e não bicar uma cervejinha é como ir a Roma e não dar a mínima para o velho Ratzinger. Os motivos para pelo menos experimentar a pívo (como se diz cerveja em tcheco) são muitos. Olha só:

- A cerveja tcheca é considerada uma das melhores do mundo, se não a melhor;

- Especialistas dizem que é nas terras tchecas que nasce o melhor lúpulo da Terra, coisa que a nossa Bohemia vive repetindo nos seus anúncios;

- Lá a cerveja custa menos que um refrigerante. Ou seja: mesmo que você ache uma merda, pelo menos vai ter economizado;

- Reza a lenda que os requisitos mínimos para a fabricação são regulados pela Constituição do país;

- A República Tcheca é o país onde mais se bebe ceva no mundo, com média próxima de 160 litros anuais por pessoa (os brasileiros bebem 50 litros). Achou que fossem os alemães com suas Oktoberfests, né? Errou;

- Oficialmente, eles produzem cerveja desde 1088;

- O país tem aproximadamente 84 cervejarias, que produzem 19 milhões de hectolitros por ano, o que daria pra colocar 3,8 bilhões (sim: bi-lhões) de canecos de meio litro em cima do balcão de um bar. É quase meia população mundial brindando;

- Eles inventaram a cerveja tipo pilsen;

- Eles inventaram a Budweiser (que depois virou aquele mijo, mas só nos EUA).

Convencido? Então atente para alguns detalhes (copiados descaradamente do livro “Czechs in a Nutshell“) que você deve saber se não quiser simplesmente experimentar, mas, sim, degustar e analisar a birra boêmia.

Aproximadamente 60% da cerveja consumida no país tem apenas 3% de álcool. Isso torna básico explicar o significado de duas palavrinhas tchecas: desítka e dvanáctka. A primeira significa “(cerveja de) dez graus“. A segunda, “(cerveja de) doze graus“. Mas ao contrário do que parece, isso não é a quantidade de álcool em cada garrafa. É apenas o indicador de quantos por cento de “extrato da cerveja original jovem” cada uma tem. Assim, a dvanáctka, com seus 5% de álcool, tem sabor mais encorpado e forte do que desítka, com seus 3% de graduação alcóolica. Em resumo, a cerveja tcheca, em suas principais versões, é relativamente fraca em álcool, mas rica em sabor.

Dito isso, aguarde: em breve, neste mesmo blog, iniciarei minhas sugestões para preparar um delicioso buffet de cerveja no quarto do seu hotel em Praga.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Enquanto isso, na web…

O Que Eu Fiz Nas Férias agora também no STB Pelo Mundo.

República Tcheca

São Bartolomeu de Chodovice

Um dos lugares que certamente visitarei no interior da República Tcheca é a cidade de Chodovice, a mais ou menos duas horas de ônibus de Praga. Na verdade não tenho idéia de como é essa cidade, e no pouco que procurei pela web não encontrei muito mais. Mesmo assim, irei até ela para ver a Catedral de São Bartolomeu (ou Kostel sv. Bartoloměje, em tcheco) essa coisa espantosa nas fotos aqui embaixo.

Uma igreja toda decorada com móveis de design, alguns até customizados especialmente para ela, como as cadeiras Panton com um crucifixo vazado. E como se só isso não bastasse, os caras ainda colocaram tapetes persas no chão da igreja, algo totalmente muçulmano.

Esse projeto foi uma viagem de um estúdio tcheco chamado Qubus, posta em prática em 2006.

Pela idéia e pelo resultado, eles merecem uma vista.

República Tcheca

Biblioteca Básica

Sempre gostei de ler romances e ver filmes relacionados ao destino das férias seguintes. No caso dos livros, porque dá pra incluir no roteiro os lugares descritos na história, ver os cenários ao vivo e imaginar os personagens nos ambientes. Ler mais uma vez na volta, já tendo caminhado pelas ruas das cidades, escutado a língua e entendido melhor a cultura local, também é excelente, porque a história passa na nossa cabeça de forma muito mais intensa. No caso dos filmes é quase a mesma coisa, com a diferença de que os cenários já foram vistos na tela. E nos dois casos, é melhor ainda quando eles abordam algum momento histórico do país, porque a gente já chega lá sabendo um pouco sobre o que aquele povo viveu, facilitando a compreensão da cultura.

Para quem vai para a República Tcheca, sugiro alguns livros que já li, vi, reli e revi algumas vezes - e um que não consegui terminar de ler e que me traumatizou até hoje, mas que não vai ser um problema para quem vai para lá só de férias. Eis a lista (com links para trailers, quando possível):

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Kolya - Uma Lição de Amor - Direção de Jan Sverak - Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 96.
A história de um músico tcheco perseguido pelos comunistas e impedido de trabalhar, que aceita se casar com uma russa por dinheiro, mas que acaba tendo que se virar sozinho depois que a mulher foge e deixa para trás seu filho pequeno, Kolya. Tem cenas lindas de Praga e do interior do país, além de mostrar bem o dia-a-dia da população na época.

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O livro A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera. O filme A Insustentável Leveza do Ser - Direção de Philip Kaufman.
Um livro que, de tão bom, virou um filme excelente (se bem que qualquer filme com a Juliette Binoche é excelente, mesmo que seja uma bela porcaria). Conta a história de um triângulo amoroso em meio à Primavera de Praga. O livro é obviamente mais completo e trata muito mais de Praga do que o filme, mas os dois valem muito os reais gastos.

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Samotari - Direção de David Ondricek.
Nem sei se esse filme saiu no Brasil, mas se alguém conseguir, não deixe de assistir. Mostra várias histórias de jovens tchecos perto do ano 2000, com todas aquelas incertezas e encheções de saco da juventude. É bom para ver mais cenas de Praga e para sair um pouco do tema “comunismo” das duas recomendações anteriores. O título em inglês é “Loners” e site ainda tá no ar.

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A Metamorfose - Franz Kafka.
Nem preciso dizer o motivo, né? Ir para Praga sem ter lido nenhum Kafka é perder uma boa parte da cidade.

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O Processo - Franz Kafka
Esse foi o que não consegui terminar de ler, porque na mesma época eu estava enredado na burocracia tcheca, igualzinho ao personagem Josef K. Até hoje tenho arrepios só de lembrar, mas vou tentar de novo antes de voltar para lá. É excelente para saber o que você vai enfrentar se tiver problemas com a justiça nas suas férias tchecas.

República Tcheca

Tchéc Repâblic

Para alguns, isso vai parecer uma explicação meio for dummies, mas a verdade é que muita gente que vai pra República Tcheca se confunde pra caramba na hora de falar Czech Republic, o nome do país em inglês.

Compreensível, afinal a pronúncia correta é “tchéc repâblic” e aquele “cz” com som de “tch” não faz o menor sentido e pode dar um nó na cabeça de quem não domina totalmente o idioma da rainha. Se “check-in” tem quase a mesma pronúncia e é escrito com cê-agá, por que raios colocaram um cê-zê ali? “Czar”, em inglês, não é “tchar”, é “czar”, igualzinho ao português, apenas puxando o érre no final, como se o José Dirceu estivesse falando.

Não sei dizer qual é a razão gramatical dessa bizarrice, e se algum professor de inglês quiser ajudar, agradeço. Só sei que me confundi na primeira vez que fui pra lá, em 1999, e depois aprendi que, mesmo sem sentido aparente, o correto é dizer “tchéc”.

Então, you are going to “tchéc repâblic”, ok?

República Tcheca

20 Dias na República Tcheca

Muitas pessoas vão achar as minhas próximas férias um desperdício de tempo e de dinheiro. Com tantos países por perto, passar 20 dias só na República Tcheca parece ser uma idiotice sem tamanho. Mas não é bem assim.

A República Tcheca tem atrações fantásticas. Além de Praga, com toda a sua infinidade de motivos para ser visitada, algumas cidades do seu interior são pérolas escondidas. Cesky Krumlov e Karlovy Vary são as mais conhecidas, mas muitas outras merecem nem que seja apenas um dia de atenção, e postarei sobre cada uma delas ao longo dos preparativos.

Só que eu também tenho motivos pessoais para passar um bom tempo no país. A República Tcheca tem uma ligação especial comigo. Foi lá que tive a minha (até hoje) única experiência de viver no exterior. Foram 9 meses morando em Praga, estudando inglês, viajando pela Europa Central, caminhando muito por suas ruas e engordando mostruosamente com toneladas de queijo frito, molho tártaro e cerveja. Saí de lá em 2001 e nunca mais voltei.

Desde então, Praga e muitas cidades do interior quase foram destruídas por uma enchente, o presidente Vacláv Havel se aposentou, seu opositor Vacláv Klaus assumiu, o país entrou para a União Européia, Praga se reergueu e ficou muito mais bonita (pelo que me dizem), a obrigatoriedade de vistos para os brasileiros acabou e a cidade virou moda entre o pessoal daqui, minha melhor amiga se casou com um tcheco, se mudou pra lá e, agora, tá grávida de uma menina. Ou seja: tá mais do que na hora de eu dar as caras de novo.

Assim foi decidido. Depois de férias tão distantes e caras (veja aqui), tudo que eu preciso é de férias menos dispendiosas e corridas. Férias de verdade, daquelas de acordar tarde, sem obrigação de visitar trocentos pontos turísticos (afinal, eu já conheço a cidade e suas principais atrações), sem ter que ficar em hotéis, sem precisar decifrar cardápios, com bastante tempo para fotografar o que quiser, no horário que quiser, repetir a foto quantas vezes for preciso e escrever bastante para colocar mais uma exclamação no mapa deste site.

Tudo isso sem falar na emoção de ver uma sobrinha recém-chegada ao mundo.

República Tcheca. Até maio de 2009, o principal tema deste blog que vos escreve.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

O Que Vou Fazer nas Próximas Férias

Como dizem os paulistas: então.

No início, a idéia não era fazer do O Que Eu Fiz nas Férias um blog. Era para ser apenas um espaço onde eu colocaria minhas fotos e percepções sobre os lugares que visitei nas minhas folgas, para mostrar um pouco para quem não pretende ir para lá e para ajudar/estimular quem está planejando uma viagem.

Porém, depois de muitas pessoas me perguntarem como eu organizava as minhas viagens, comecei a pensar que seria legal mostrar o planejamento de tudo, o que vem antes do embarque no aeroporto, as mudanças no roteiro, as dificuldades para se conseguir uma passagem de trem no meio do nada, enfim, essas coisas que dão o maior trabalho para que possamos descansar decentemente. Foi então que me rendi e criei esse blog, que eu poderia chamar de O Que Vou Fazer nas Próximas Férias, mas que por enquanto segue sendo apenas o blog do O Que Eu Fiz nas Férias. Depois eu vejo se muda ou não.

Dito isso, declaro oficialmente aberto o blog. O destino sobre o qual ele vai tratar daqui até maio de 2009 vem no post a seguir.