› 20 de julho de 2011

Mudamos

Esse blog não está mais aqui.

Agora está aqui.

Gabriel Quer Viajar

Se quiser entender os motivos da mudança, clique direto aqui.

Depois, atualize seu feed, seus favoritos e tudo mais. O destino agora é Gabriel Quer Viajar.

Obrigadíssimo pela audiência.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de junho de 2011

Simply the Best

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Lá vamos nós de novo para uma cidadezinha bizarra dos Estados Unidos. E pelo que diz o nome, é a melhor de todas.

Best (sim “Best”, “melhor”) é um vilarejo no Texas. Nasceu em 1924 como uma estação de serviços no meio de uma ferrovia, logo depois que descobriram petróleo na área.

Wikimedia Commons

A cidade chegou a ter 3500 habitantes em 1925, mas acabou atraindo um monte de maus elementos atrás de petróleo e virou um péssimo lugar para se viver.

Eram tantos assassinatos, tiroteios e brigas que Best acabou sendo chamada de “a cidade com o melhor nome do mundo e a pior reputação”.

Em 1945, só restavam 300 pessoas na zona. Depois ficaram apenas duas famílias. Então ficaram 25 pessoas até que, em 2000, nada mais que duas almas viviam por lá.

Hoje eu não sei se vive alguém (não encontrei essa informação).

Sozinha ou com quase ninguém, Best segue lá, esperando por você para fazer uma foto ao lado de uma placa na estrada.

Wayfinder_73 (CC BY-NC-ND 2.0)

A propósito, o nome da cidade não foi escolhido em um rompante de megalomania dos primeiros habitantes. Ele foi uma homenagem a Tom Best, um figurão inglês da companhia ferroviária que construiu a estação que deu origem à cidade.

Dica: para ir até Best, vá para o Condado de Reagan, a 480 km de Austin (TX).

- Gabriel Prehn Britto

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Viajar sem ver

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Já pensou se você ficasse cego? Certamente pensou, mas nem quer falar disso. Ficar cego deve ser uma das principais tragédias que podem acontecer com alguém, ainda mais com quem gosta de viajar e ver paisagens diferentes.

Pois foi o que aconteceu com Tony Gilles, um inglês de 32 anos.

Ele nasceu com problemas e foi perdendo a visão ao longo da vida. Com 10 anos de idade, foi estudar em uma instituição para deficientes visuais - e lá aprendeu que poderia ser independente mesmo sem enxergar.

Image: http://www.tonythetraveller.com

Hoje, Tony tem 3 passaportes preenchidos por vistos de 56 países, a maioria visitado de forma independente.

(E você aí com medinho de “não conseguir se comunicar em outra língua”, hein?)

Em novembro de 2010, Tony lançou o livro Seeing The World My Way, onde conta suas aventuras por tantos lugares. O livro ainda não tem versão em português, mas você pode ter uma ideia de como ele deve ser incrível no papo que a Superinteressante teve com o autor (publicado na edição 292 - jun/2011).

seeing_the_world_my_way

Veja uma palhinha:

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Super: Como você faz para conhecer os locais que visita?

Tony: Não consigo enxergar sequer sombras. Isso significa que preciso de todos os outros sentidos para absorver a cidade de acordo com o tipo de superfície, as músicas e vozes, as comidas, os aromas. Tenho um senso único em relação aos outros turistas, porque uso todos os meus sentidos em conjunto, algo raramente feito por quem enxerga.

Image: http://www.tonythetraveller.com

Super: Como esses sentidos ajudam a diferenciar os lugares?

Tony: Pelo ar sei se estou perto da praia, como quando sinto o ar salgado de Seattle ou Bodrum, na Turquia. Ou se a cidade é poluída. De Yerevan, na Armênia, minha lembrança é uma combinação de fumaça de escapamentos, chaminés de fábrica e cigarro. Também aprendo sobre a cultura. Sei que estou em Chicago logo ao sair da estação de ônibus por causa do cheiro da carne e do jazz e do blues que ouço. Já Buenos Aires e Lima me dão a sensação de caminhar por cidades interioranas, em vez de grandes megalópoles, pois consigo ouvir o som de pássaros e cachorros.

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O resto do papo está aqui. Não deixe de ler.

Ah, esqueci de dizer: além de cego, Tony tem problemas sérios de audição (precisa usar aparelho o tempo todo) e já fez um transplante de rim.

E, repito, tem 56 carimbos no passaporte.

- Gabriel Prehn Britto
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› 21 de junho de 2011

Pongo

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Nunca vou me esquecer daquele dia. Era início de janeiro de 2001 e eu estava em Berlim. Fazia um frio da morte e o programa do roteiro era visitar o Zoologischer Garten Berlin, o zoológico da cidade.

Tudo ia bem. Um elefante aqui, um urso polar ali (não, o Knut não existia naquela época) até que entrei na área abrigada onde os macacos são colocados durante o inverno. Foi lá dentro que nos encontramos e eu me apaixonei à primeira vista.

O nome da minha paixão: orangotangos.

Marina & Enrique (CC BY-NC-ND 2.0)

Não sei exatamente o que me atraiu neles, mas adorei aqueles bichos e passei a desejar uma viagem onde eu pudesse ver aquela macacada toda em seu ambiente selvagem e natural.

Erwin Bolwidt (CC BY-NC-SA 2.0)

Se você quiser fazer isso também, mire seus dólares para a Indonésia e a Malásia, onde ficam Sumatra e Bornéu, as ilhas tropicais naturais dos orangotangos (na verdade, Bornéu é dividida entre os dois países e também com Brunei).

Sumatra and Borneo - LocationIndonesia.svg (CC BY-SA 3.0)

É possível entrar em contato com os bichinhos nos dois destinos. Mas antes de escolher qual você prefere, precisa decidir o tipo de viagem que quer.

Segundo o que pesquisei, o “orangoturismo” é mais desenvolvido na Malásia, que oferece mais infraestrutura para os viajantes. O lado ruim é que ela é mais cara e você pode cair na tentação de ver os orangotangos em um dos muitos centros de reabilitação da espécie no país. Dizem que ali os bichos não são realmente selvagens porque dependem dos humanos, apesar de viverem nas florestas.

Tim Parkinson (CC BY 2.0)

Já a Indonésia é o destino perfeito para quem tem mais espírito aventureiro, menos dinheiro e prefere encontrar os orangotangos em áreas realmente selvagens (apesar de existirem centros de reabilitação por lá também - bem caros, por sinal). E rolam boatos de que as paisagens em Sumatra são muito mais bonitas.

Jack Dyson (CC BY-NC-ND 2.0)

Enfim, o importante é embarcar logo para Jacarta ou Kuala Lampur. Os orangotangos estão em risco sério de extinção, por causa da destruição das florestas onde vivem. Se nada mudar, em breve, esse lindo macaco ruivo que já tentou fazer coisinha com a Julia Roberts vai virar lenda.

- Gabriel Prehn Britto
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› 13 de junho de 2011

Bogotá de barbada

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Anote aí outra dica de Bogotá que não encontrei nos guias de viagem: prepare-se para encontrar produtos Apple com preços similares aos dos Estados Unidos.

Brad Smith (CC BY-NC-ND 2.0)

Pesquisei o motivo disso, mas não encontrei nada claro e concreto. A única pista que tenho veio da própria vendedora da loja Mac Center no Centro Comercial Andino, que respondeu “Isso não paga impostos” quando perguntei se eu poderia aproveitar o Tax Free depois de comprar meu iPad.

Também não sei se a mesma barbada se aplica a outros produtos eletrônicos, porque não fui para lá com esta intenção e não pesquisei nada. Mas a lógica indica que sim.

Para você ter uma ideia, um iPad 16GB Wi-Fi custa menos de R$ 999 por lá. Aqui no Brasil, sai pela bagatela de R$ 1.649. Uma diferença de pornográficos 60%.

Asim Bharwani (CC BY-NC-ND 2.0)

Outro exemplo: um MacBook Air de 11 polegadas, o menor e mais lindo Mac do mundo, custa menos de R$ 1.999 em Bogotá. Aqui no Brasil, o preço dele começa em R$ 3.099.

Quer mais notícias boas? Segura aí:

1) Como eu sou metido a correto, declarei meu iPad novo na chegada em Guarulhos, mas a moça da Polícia Federal me surpreendeu e me deixou passar. Aparentemente, ela tem mais bom senso do que os nossos governantes.

2) Ir para a Colômbia com milhas é beeem mais fácil do que ir para os EUA. E nem precisa de visto.

Para finalizar, alguns lugares onde você encontra Apple em Bogotá:

- Lojas Falabella

- Mac Center (Centro Comercial Andino)

- Lojas Exito

- Lojas Alkosto

Boa sorte.

- Gabriel Prehn Britto
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› 12 de junho de 2011

Bogotá enquadrada

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Finalmente: Bogotá em fotos.

Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-ND 2.0)

A imagem acima é uma das que mais gosto. Para ver as outras, é só clicar aqui.

- Gabriel Prehn Britto
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› 5 de junho de 2011

Pausa para um momento solene

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Provavelmente influenciado por um fim de semana de pensamentos na vida, comecei a lembrar dos viajantes que, em algum momento, foram marcantes para mim e que me fizeram ter curiosidade pelo mundo. Resolvi dar uma paradinha em tudo e registrar seus nomes aqui.

Eles foram muitos, claro. Cada viajante me inspira um pouco (bem ou mal). Mas os quatro abaixo são os que eu identifico como os meus fundamentais.

• Walmor Prehn

Walmor Baptista Prehn

Impossível não querer viajar quando seu avô tem zilhões de quadros com fotos de lugares estranhos na sala - e cada quadro tem uma etiqueta indicando a data e o local da imagem. É demais para a cabeça de uma criança.

(Informação importante aos jovens: a foto acima não é Instagram. É velha mesmo.)

Ian Wright

Ian Wright - http://www.pilotguides.com

Amo esse cara. Os episódios de Planeta Solitário apresentados por ele sempre foram os melhores, porque o maluco encarava tudo que vinha pela frente. A forma como ele mostrava os lugares me deixou com vontade de ir a todos. Além disso, foi o Ian quem me apresentou a Mongólia, em um programa lá nos anos 90, um desejo viajante que tenho até hoje.

Justine Shapiro

Justine Shapiro - http://www.pilotguides.com

Sou muito fã dela. Justine tem um ar professoral e é séria nos seus programas. Ela mostra os lugares de uma forma, sei lá, “mais respeitosa”. Mesmo assim, consegue ser divertida nos momentos certos e sempre mostrou aspectos que podem não interessar à maioria, mas interessavam muito a mim.

Ricardo Freire

Hoteis.com - All Rights Reserved

Esse me influenciou de várias formas. Primeiro me mostrou que valia mais investir o meu dinheiro em viagem do que em qualquer outra coisa. Depois me deu orientações valiosíssimas sobre viagem (quase todas eu uso até hoje), me mostrando também algumas regras práticas fundamentais para quem quer meter a cara por aí sem se estressar. E, não satisfeito, me serviu de inspiração para trilhar meu caminho (?) pelo mundo do turismo profissional.

Bom, é isso. Voltemos à nossa programação normal.

- Gabriel Prehn Britto
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› 3 de junho de 2011

Wear sunscreen

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Bogotá é a 3ª capital mais alta da América do Sul. Ela está 2640 metros acima do nível do mar.

Além de todas aquelas coisas que atrapalham os times de futebol brasileiros em jogos por lá (falta de ar, dor de cabeça, enjoos), essa altitude elevada também traz um problema que eu desconhecia até a última viagem: o alto índice de raios UV.

Juan Diego Velasco (CC BY-NC-SA 2.0)

Se você presta um mínimo de atenção no mundo, sabe que os raios UV são os piores vilões do sol. São eles que queimam, causam câncer de pele e coisa e tal.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a intensidade dos raios UV aumenta 6% a cada 1000 metros acima do mar. Isso significa que, em Bogotá, eles são quase 16% mais fortes do que em uma cidade na mesma latitude, ao nível do mar.

Em português compreensível: não dá para dar mole, magrão.

Veja a previsão de intensidade da radiação nos próximos 8 dias na cidade:

http://www.weatheronline.co.uk

http://www.weatheronline.co.uk

Agora veja o que significa um nível 10, segundo a Organização Mundial de Saúde:

http://www.saude.sp.gov.br/content/previsao_indice_uv.mmp

Em índices assim, a recomendação é “evitar o sol em horários próximos do meio-dia, permanecer na sombra e usar camisa, boné e protetor.”

Eu ignorava esse aviso e senti na pele a minha desinformação. Acabei tomando um torrão na careca que me fez descascar feito um velho caspento.

Então fica a dica: uso filtro solar quando for a Bogotá (ou a qualquer outro lugar alto).

- Gabriel Prehn Britto
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› 1 de junho de 2011

Seguridad bogotana

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Vou começar pelo que mais me chamou a atenção em Bogotá: a segurança.

Minha pousada ficava em La Candelária, o bairro colonial e histórico da cidade. Ele tem as principais atrações bogotanas, mas não é o local mais indicado para quem gosta de caminhar à noite, vendo a movimentação e escolhendo restaurantes.

Photo: Gabriel Prehn Britto

Talvez isso seja a principal razão de todas as indicações de segurança que o atendente da pousada me deu logo que cheguei:

- Ande apenas com a cópia do passaporte.

- Nunca carregue muito dinheiro.

- Deixe suas coisas de valor no cofre do quarto.

- Não coloque mochila nas costas.

- Não ande com a câmera à vista.

- Não use seu iPhone na rua.

- Nunca, jamais!, pegue táxi na rua. Sempre chame por telefone. Se não estiver em algum estabelecimento comercial, entre em qualquer padaria e peça para que façam isso por você. Quando veem que você é turista, os taxistas fazem a “corrida millonária”, passando em bancos para sacar dinheiro do seu cartão.

- Quando chamar um táxi por telefone, confira se a placa do carro que chegou é a mesma indicada pelo telefone. Alguns malandros ficam de olho nos turistas e aparecem logo depois que eles entram em algum lugar para chamar um táxi, prontos para a corrida millonaria.

- À noite, não ande por La Candelária, nem por nenhum outro lugar que não seja a Zona Rosa, a Zona T ou a Zona G (as mais seguras da cidade).

Claro que algumas destas indicações são normais em qualquer lugar, mas eu nunca havia recebido elas de alguém realmente preocupado.

Photo: Gabriel Prehn Britto

Os avisos foram tão sérios que a primeira noite foi meio estranha. Fui apenas a um restaurante a uma quadra do hotel e, como estava cansado da viagem, aproveitei a desculpa e voltei logo para o meu quarto.

Esse clima não durou o tempo todo, mas não foi embora totalmente.

Se você lê algo antes de desembarcar na cidade, chega lá sabendo que o país avançou muito, muito, muitíssimo na guerra contra as drogas e as Farc. Mas também chega ciente de que a briga não acabou - e isso fica evidente em todo lugar.

Photo: Gabriel Prehn Britto

As casas são tomadas por aqueles arames farpados casca-grossa, usados em quarteis de exércitos.

O policiamento está em cada esquina e praticamente todas as lojas e restaurantes decentes têm um vigia privado na porta. Muitos seguranças andam com cachorros, alguns para atacar, outros para farejar explosivos em lixeiras e similares (até tive a minha mochila revistada antes de entrar em um shopping).

Photo: Gabriel Prehn Britto

A região dos prédios governamentais é total e ostensivamente vigiada e você só anda por aquelas ruas depois de uma revista. Carros com autoridades circulam atrolhados de seguranças encarando todo mundo e mostrando suas armas.

Photo: Gabriel Prehn Britto

Tudo isso deixa qualquer um tenso. Mas uma hora você percebe que as pessoas estão vivendo normalmente e tenta fazer igual.

Então, a câmera fotográfica, que saiu do hotel no primeiro dia dentro da minha mochila, logo estava na minha mão (mas bem amarrada no pulso).

O iPhone foi usado numa boa, com um pouco de cautela.

Peguei 4 táxis na rua, com precaução, escolhendo bem os motoristas velhinhos e indefesos.

Até caminhei por La Candelária no início da noite, mas apenas por ruas movimentadas.

Photo: Gabriel Prehn Britto

No fim das contas, o dia-a-dia na capital colombiana acabou sendo de atenção e relaxamento intercalados. Às vezes eu ficava alerta, às vezes me sentia totalmente à vontade.

Nada muito diferente do que uma rotina em uma cidade grande do Brasil.

- Gabriel Prehn Britto

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› 31 de maio de 2011

Direto de Bucareste, Rafael Britto

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Finalmente o primeiro e único enviado especial deste blog arranjou um tempo para escrever para o primeiro e único destino para onde este blog já enviou alguém.

Bucareste, a capital do conde Drácula e da Romênia, foi dissecada em fotos e caminhadas em um fim de semana de primavera. Vamos aos relatos. As fotos são dele próprio.

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BUCARESTE, POR RAFAEL BRITTO

Não sei bem por onde começar a escrever sobre Bucareste, então vamos pela pergunta que mais escutei: “Eu voltaria para lá?”

Acho que não. Gostei bastante da cidade, mas me parece que uma vez é suficiente.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Vale a pena ir? Penso que vale conhecer qualquer lugar ao menos uma vez, então aqui eu respondo “sim”. Mas não recomendo que seja o destino principal de uma viagem de férias. O ideal é colocar Bucareste como um destino a mais, junto com outros.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Eu não sabia antes de ir para lá, mas Bucareste ja foi conhecida como “little Paris” (Nota do Editor: desconfio que toda capital europeia se autodenomina “blablablá Paris”), no inicio do século XX, mas a Segunda Guerra e dois terremotos destruíram muito da cidade, que hoje está repleta de obras de restauração para resgatar um pouco do charme de antigamente.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

A arquitetura é muito rica, mas tem bastante coisa mal conservada. Uma das atrações principais é o Palácio do Parlamento (Palatul Parlamentului), simbolo da era comunista. É o segundo maior prédio do mundo em área, só perde para o Pentágono.

A visita guiada dentro dele dura pouco menos de uma hora e percorre apenas 4% do prédio. Vale a pena fazer a visita.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

O prédio foi finalizado em 1984 e, para abrir espaço para a construção, cerca de 1/6 da população da cidade foi removida. A avenida em frente ao palacio foi construida com meio metro a mais de largura do que a Champs Elysées, em Paris.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a fiação elétrica e de telecomunicações nas ruas. É uma bagunça total. Desconfio que não deve existir nenhum tipo de regulamentação, porque tem fio de todo lugar para todo lugar! De um prédio ao outro, do poste para o telhado, do poste direto para o apartamento, uma confusão geral.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

A língua parece uma mistura de grego com italiano ao escutar, mas tem muita palavra que a gente consegue entender especialmente na escrita. Não é fácil encontrar pessoas que falem inglês na cidade. Quem for para lá pode esperar dificuldade de comunicação.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Na “gastronomia”, é o lugar mais barato que eu fui, até agora, na Europa. Com 10€ dá pra comer muito bem em restaurantes, digamos, “normais”. Com uns 20€ dá pra esbanjar!

Como referência, o número 1 do McDonald’s custa 3,50€.

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So você gostou e se interessou por Bucareste, fique ligado na Dri Miller também. Ela andou por lá neste fim de semana e logo deve publicar outra visão.

Enquanto isso, veja as outras fotos que selecionei e o álbum completo. Se o Rafael não fosse meu irmão mais velho, eu diria que ele puxou de mim o olho bom para a fotografia.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

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Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

- Gabriel Prehn Britto
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