2008 - Camboja, Vietnã e Laos
SIEM REAP
(Fotos no fim do texto)
Provavelmente a cidade mais visitada do Camboja, já que quase todo turista que vai para o país quer ver Angkor Wat. Siem Reap (pronuncia-se “simm-rip”), apesar de ter apenas 150 mil habitantes, muitas ruas de terra e tuk-tuks precários, é uma cidade cosmopolita. Em qualquer lugar existe alguém que fala e entende o básico de inglês. O centro da cidade é repleto de bares, restaurantes moderninhos e lojas descoladas, com direito até a ruas exclusivas para estabelecimentos voltados para o turismo e pelo menos um supermercado cheio de produtos para quem está com saudades de casa. Pudera, o turismo por lá é o motor da economia. Um motor tão potente que praticamente tudo pode ser pago em dólar. Trocar dinheiro, só se for para guardar algumas notas de riel de lembrança. Mas se Angkor Wat é um chamariz fantástico para turistas, o povo cambojano também ajuda a fazer com que os viajantes queiram retornar. Todos são simpáticos, atenciosos e estão permanentemente com um sorriso no rosto.
O lado ruim de Siem Reap é a poeira. Como muitas ruas são de terra batida, é inevitável chegar no fim do dia completamente sujo, ajudado pelo onipresente suor. O segredo é não dar bola e lembrar que existe um chuveiro maravilhoso esperando por você no seu hotel de 25 dólares.
Outro inconveniente é o assédio dos motoristas de tuk-tuk. Por onde você passa, escuta “Tuk-tuk, sir?” E não adianta dizer “No!” bem alto e em bom inglês: o motorista ao lado dele também vai perguntar em seguida “Tuk-tuk, sir?” Uma camiseta com os dizeres “No tuk-tuk, thank you!” ia vender horrores entre os turistas. Então, acostume-se e prepare-se para repetir isso o tempo todo.
Falando em tuk-tuks, para se locomover por Siem Reap não é preciso mais do que um par de tênis confortáveis. Mas, quando cansar, dá pra pegar um tuk-tuk. Por um dólar eles levam você para qualquer lugar.
OS TEMPLOS DE ANGKOR
Os templos mais próximos ficam a alguns quilômetros do centro de Siem Reap. Para chegar lá, existem várias alternativas: carro, ônibus de excursão, táxi, bicicleta, a pé ou da forma que escolhi: o bom e velho tuk-tuk. Por apenas 12 dólares, Mr. Youthny, meu motorista, passava o dia inteiro para cima e para baixo comigo. Claro que os templos mais distantes eram cobrados à parte, mas nunca passou de 25 dólares, pagos para ir até Banteay Srei, a 1h de viagem da cidade.
Para visitar os templos é necessário comprar o passaporte de entrada. Eles custam 20, 40 e 60 dólares, para 1, 3 ou 5 dias, e são feitos em uma central que fica na estrada de acesso a eles. Apesar dos guias de viagem dizerem que é preciso levar uma foto 3X4 para fazê-lo, não é verdade. A tecnologia já chegou ao Camboja e agora eles têm câmeras nos computadores para fotografar os visitantes. Para informações atualizadas, clique aqui.
COMO CHEGUEI: De avião, vindo de Bangcoc.
QUANTO TEMPO FIQUEI: 4 noites e 5 dias.
QUANTO TEMPO RECOMENDO: Eu teria ficado pelo menos mais um dia.
(Espere todos os thumbnails aparecerem para ver o slideshow)
Esqueça a idéia de curtir a aurora em paz em Angkor Wat: a quantidade de turistas fazendo o mesmo é assustadora.
Comparado com o Vietnã, o trânsito de Siem Reap parece a Suíça. Mesmo assim, andar por lá de tuk-tuk é garantia de emoções fortes. Repare na destreza do meu motorista dobrando à esquerda em uma avenida movimentada, cena que se repetia todos os dias.










































































