2006 - Marrocos e Espanha
O roteiro desse filme
Como em qualquer viagem, o roteiro mudou várias vezes antes de ser definido. Começou tendo início em Barcelona e terminando em Casablanca. Depois inventei de incluir Bruxelas para visitar uma amiga por lá, passando por Paris para ver um show que eu queria muito. Mais tarde troquei tudo de novo e cheguei ao roteiro final, que foi modificado no meio da viagem, mas a princípio ficou assim:
26 MAR – Saída do Brasil
27 MAR – Chegada em Madri, conexão para Casablanca e trem para Marrakesh
28 MAR – Marrakesh
29 MAR – Ônibus até Essaouíra
30 MAR – Ônibus de volta a Marrakesh
31 MAR - De Marrakesh a Ait Benhaddou
01 ABR – De Ait Benhaddou a Merzouga
02 ABR – Merzouga
03 ABR - Ônibus de Merzouga a Fes (noite no ônibus)
04 ABR – Fes
05 ABR – Fes
06 ABR – Trem de Fes a Tanger, ferry para Algeciras (Espanha) e trem até Ronda
07 ABR – Ônibus de Ronda a Sevilha
08 ABR – Sevilha
09 ABR – Sevilha
10 ABR - Trem ou ônibus de Sevilha a Córdoba e depois a Granada
11 ABR – Granada
12 ABR – Trem de Granada a Barcelona
13 A 21 ABR - Barcelona
22 ABR - Embarque para São Paulo, chegada e conexão a Porto Alegre
Essa era a idéia original. Ir para o Marrocos, depois seguir para a Andaluzia, região que sofreu forte influência árabe na Espanha, e terminar com muitos dias em uma cidade que eu sonhava conhecer havia tempo: Barcelona.
Mas apesar de todas as pesquisas na internet, algumas coisas ainda estavam meio nebulosas no caminho. Não sabia, por exemplo, como seria a viagem de Marrakesh a Merzouga. Pelo que li, estava imaginando ter que pegar vários grand taxis para ir de cidade em cidade até chegar ao destino final. Mas dei sorte de encontrar o simpático senhor Mehdi que topou fazer todo o trajeto no seu grand taxi, incluindo a pernoite em Ait Benhaddou (veja “Como se anda lá dentro?”).
Outro fator que me pegou desprevenido foi a Páscoa. Nem me dei conta que estaria em um país catolicíssimo em um feriado importantíssimo para os católicos. Pior: na semana santa estaria em Sevilha, uma cidade com festejos de Páscoa famosos no mundo todo, celebrados durante toda a semana. Sem falar que, com um feriado desses, os trens e ônibus estariam lotados para qualquer destino e a principal atração de Granada, o Alhambra, estaria com todas as entradas vendidas pelo menos até o fim do feriado. A solução foi relaxar, aproveitar o que deu de Sevilha, conhecer os concorridos festejos deles e incluir Madri no roteiro. Afinal, Madri é a capital do país e trem para lá era o que não poderia faltar.
Então, na volta o roteiro tinha ficado assim:
26 MAR – Saída do Brasil
27 MAR – Chegada em Madri, conexão para Casablanca e trem para Marrakesh
28 MAR – Marrakesh
29 MAR – Ônibus até Essaouíra
30 MAR – Ônibus de volta a Marrakesh
31 MAR - Táxi de Marrakesh a Ait Benhaddou
01 ABR – Táxi de Ait Benhaddou a Merzouga
02 ABR – Merzouga
03 ABR - Ônibus de Merzouga a Fes (noite no ônibus)
04 ABR – Fes
05 ABR – Fes - Meknes - Fes
06 ABR – Trem de Fes a Tanger, ferry para Algeciras (Espanha) e trem até Ronda
07 ABR – Ônibus de Ronda a Sevilha
08 ABR – Sevilha
09 ABR – Sevilha
10 ABR - Trem de Sevilha para Madri
11 ABR – Trem noturno de Madri a Barcelona
12 A 21 ABR – Barcelona
22 ABR - Embarque para São Paulo e conexão para Porto Alegre
Repare que Barcelona ganhou um dia a mais. Isso porque tive que ir mais cedo para lá, no único trem disponível para a cidade em plena véspera de Páscoa. Pelo menos foi em uma cabine de primeira classe, a única que sobrou. E eu, depois de já ter sido pego desprevenido pela Páscoa na catolicíssima Cracóvia, a terra do falecido João Paulo II, em 2001, e agora ter ido parar em Sevilha no mesmo feriado, aprendi que Páscoa boa se passa no Brasil ou em países que não estão nem aí para Cristo.



